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Jurídico 4.0: departamentos buscam liderança no processo de inovação

Gestão estratégica digital pode transformar visão corporativa da área

Por Mariana Faria | Comunicação D'Acordo Mediações dia em Blog

Jurídico 4.0: departamentos buscam liderança no processo de inovação
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Com o aumento da oferta de serviços por legaltechs e lawtechs no Brasil, o jurídico interno de empresas se vê pressionado a buscar soluções mais eficientes, capazes, inclusive, de trazer resultados a ponto de transformar a tradicional visão corporativa sobre a área. O desafio é superar o modelo focado em custos para o de ganhos possíveis, fruto de esforços que geram economia para novos investimentos, e que é capaz de transformar o setor em verdadeiro business partner, plenamente integrado com o restante da operação empresarial.

De que forma fazer essa virada estratégica e inovar na gestão do contencioso de massa? As dúvidas são inquietantes, mas também carregam o frescor disruptivo que a tecnologia traz a um campo tão conservador quanto o Direito. Os departamentos já mostraram que não serão meros coadjuvantes nesse processo de transformação digital. Pelo contrário, estão ávidos para experimentar as alternativas que têm sido apresentadas pelas startups.

Essa imersão em busca de novidade tem gerado experiências interessantes. A todo momento, surgem pitch e demo days com o objetivo de conhecer mais a fundo as potencialidades desse mercado e garimpar as soluções que melhor se adequam ao perfil do passivo de cada empresa. Um dos exemplos mais bem-sucedidos dessa cruzada 4.0 vem do San Pedro Valley, o polo de inovação de Belo Horizonte/MG, que sedia o Órbi Conecta. O espaço é uma incubadora de startups fomentada por três mantenedores de peso e de diferentes setores econômicos, MRV Engenharia, Localiza e Banco Inter, com intenso apoio e participação dos jurídicos.

A decisão de tomar a dianteira nesse processo de transformação tecnológica do jurídico corporativo também vem com mudanças no posicionamento perante os consumidores, a ponto de possibilitar um novo design do sistema de disputas (DSD) nas empresas. Talvez a mais significativa seja o início da transição da tradicional arquitetura de solução de conflitos, centrada na judicialização, para outra que dialoga e reconhece a importância de uma política adequada de acordos, que passam a ser negociados virtualmente com a chegada da resolução on-line de conflitos (Online Dispute Resolution ou ODR).

Há tempo o consumidor moderno compreendeu o poderio da internet como instrumento para dar voz às suas demandas e inaugurou uma era de ativismo viral que pode macular o que é mais caro para as empresas: reputação. Marcas são colocadas à prova nas redes sociais e em sites especializados nessas reclamações. Todo esse ranço digital pode ser dissipado a partir de uma escuta ativa por parte das empresas, a ser realizada também online, e, ainda, canalizado para a construção de soluções criativas. Chegou a vez de as corporações mostrarem que também entenderam as potencialidades digitais para além do departamento de marketing. Contudo, o reconhecimento da importância da ODR na estratégia jurídica depende da superação de barreiras.

Na experiência de atendimento da D'Acordo, legaltech que atua com negociação e mediação online, muitos departamentos jurídicos revelam o temor de que um método eletrônico de solução de conflitos poderia representar mais uma porta aberta à enxurrada de reclamações, um novo canal, além do judiciário. A preocupação é compreensível e natural, mas só pode ser afastada pela expertise no desenho assertivo da política de acordos. Para orientar o departamento jurídico 4.0 nessa tomada de decisão, nós listamos a seguir alguns cuidados que devem ser observados:

1. Conheça bem os indicadores

Para fazer acordos abaixo da provisão, é preciso conhecer bem o que o passivo contencioso revela. A primeira tarefa é colocar os indicadores em dia no seu departamento jurídico. Informações sobre ticket médio, tempo de duração dos processos, custo financeiro para litigar, histórico de condenações e desempenho por região e comarca são essenciais. Os dados são a baliza que permite a construção de uma política de acordos realista, que realmente desperte o interesse do consumidor para a autocomposição. Não se esqueça de que em uma estratégia jurídica digital a remuneração é feita no êxito, o que possibilita, de imediato, provisionar e adequar o orçamento.

2. Defina critérios transparentes

Negociar exige transparência e a persecução de um padrão, fatores tão caros à loteria judicial. Portanto, os critérios e a extensão da política de acordos precisam ser objetivos e estar bem definidos. Com o auxílio de especialistas na construção desse design, o jurídico corporativo deve estabelecer com clareza os tipos de conflitos que serão comtemplados com soluções consensuais. Um parâmetro óbvio a ser utilizado é a frequência com que ocorrem, a fim de atacar o volume. Entretanto, também é preciso ter o cuidado de reconhecer áreas proibitivas, onde o ethos corporativo não está disposto a ceder, a exemplo de temas juridicamente relevantes ou perante advogados ofensores.

3. Estabeleça as alçadas

É sempre importante definir faixas de acordo, ou seja, estabelecer estrategicamente uma zona de possível acordo (ZOPA). A negociação deve avançar gradativamente e ser direcionada ao perfil de cada consumidor. O estudo e o estabelecimento dessas personas ajudam a orientar o trabalho perspicaz da equipe de atendimento. O levantamento de informações sobre o histórico pregresso de litigiosidade do consumidor pode ser determinante no momento da elaboração da proposta.

4. Seja flexível

Lembre-se de que cada caso concreto simboliza a história de vida de uma pessoa, que precisa ser ouvida e tratada com empatia. A política de acordos deve ter certa margem de flexibilidade para levar em consideração as particularidades de cada situação, o que se evidencia na negociação por danos morais por exemplo, e também para permitir ajustes. Para tanto, é fundamental que a equipe de atendimento seja treinada em técnicas de negociação, comunicação não-violenta (CNV) e que haja visão estratégica.

5. Avalie o desempenho

Mensurar os resultados é tão importante quanto executar uma política adequada de solução de controvérsias. Além da economia pela realização de acordos online abaixo da provisão, coletar dados para descobrir a causa raiz de conflitos e prevenir novas disputas são alguns dos retornos sobre investimento (Return over Investment ou ROI) esperados de uma célula de acordos bem-sucedida. O monitoramento do desempenho da estratégia jurídica digital permite comparar a eficiência e a rentabilidade com os demais métodos empregados no desenho do sistema de disputas.

Conheça a D'Acordo

O departamento jurídico da sua empresa ainda não tem uma política de acordos bem definida? Não perca tempo! A D'Acordo Mediações pode ajudar na elaboração de uma estratégia jurídica digital. Entre em contato e agende uma reunião pelo seguinte e-mail: atendimento@dacordo.com.br.

 

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